quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Você já é alguém

Estudar pra ser alguém na vida, trabalhar pra ser alguém na vida, ter dinheiro pra ser alguém na vida.

Cresci ouvindo essas frases.

Curioso é que o meu avô, o homem que mais admirei na vida, nunca frequentou escola, nunca teve um emprego e não acumulou riqueza.

Cristino Bento, que tinha Cristo e Bento, abençoado, no nome, leu muito a Bíblia, mas ia pouco às igrejas.

Não pregava religião mas seu exemplo comovia e guiava quem o conhecia. O seu jeito de viver e as palavras que saíam de sua boca iluminavam tudo à sua volta.

Ele entendia que ser alguém na vida é mais que estudar, trabalhar e correr atrás de bens materiais.


É necessário viver com sabedoria e amor à vida.

Para exemplificar eu lembro que uma vez, 40 anos atrás, uma pessoa o procurou e questionou sobre a homossexualidade de um parente, já que ele era um idoso que lia a Bíblia. “Não vai repreendê-lo converse com ele” Vovô respondeu: “Já conversei. Perguntei se ele estava feliz e satisfeito. Ele disse que está. Então estou também”.

Um dia precisamos ir buscar água em barris em poços longe de casa. Ele me sentou sobre os barris vazios que o nosso jumento transportava. Eu tinha 7 anos, achei divertido chicotear o animal para que andasse mais depressa. Ele perguntou “por que está maltratando o animal? Ele não lhe fez mal”. E me pôs no chão e completei a pé a viagem.

Quando ladrões de galinha invadiram seu galinheiro ele estava deitado numa rede no alpendre de casa e de lá não levantou. “Estão com fome. Quem rouba a gente tem sempre menos que nós. Menos recurso, ou talvez menos juízo e vergonha”. Hoje eu vejo que quem nos rouba realmente tem menos vergonha, ou nenhuma vergonha.

Então, voltando ao assunto “ser alguém na vida”, se nossos familiares nos ensinaram a respeitar as pessoas, os animais e a natureza, nós “já somos”.

E o estudo e o trabalho poderão apenas melhorar esse “alguém que já somos”.


José Luiz da Silva

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Trabalhar, estudar, lutar por igualdade de oportunidades


Para viver bem, mas não como os ricos. 


É obrigação de todos os cidadãos contribuir para que haja um planeta para os nossos netos. 
Lutar por justiça social, garantir a diminuição da desigualdade. 

Estudar, trabalhar e viver bem. Mas nunca como os ricos. 

As pessoas que tem muito dinheiro tem coisas materiais que não temos. 
Podemos desejar ter e devemos lutar para garantir o acesso a coisas materiais indispensáveis.

Podemos até querer ter coisas que atualmente somente os ricos tem. 
Mas não devemos pensar como eles e nem ser como eles.

Os ricos são poucos criativos. Empenham-se em acumular coisas. Ter mais do mesmo.
Precisam de uma TV e tem 10, uma em cada cômodo da casa e nem ligam.
Tem vários smartphones, tablets, notebooks, etc. 
Tem vários carros, barcos, lanchas.

O planeta não suporta isto.
O consumo irracional gera muita poluição, desde a fabricação dessas coisas, 
bem como durante o uso e no posterior descarte.

Precisamos garantir que exista aqui um planeta quando nossos netos e bisnetos nascerem.

Os ricos não estão preocupados com isso. Mas eles são poucos.
Nós ainda podemos salvar o planeta.

Carros, por quê? Para quê?

Poluição, conflitos no trânsito e alto custo dos combustíveis e estradas provam que o mais racional e sustentável continua sendo o transporte coletivo


O prazer de levar um carro aos nossos encontros subverte o valor dos automóveis. Os meios de transporte deveriam apenas nos levar onde queremos ir. Mas o ser humano, principalmente os homens, veem nos carros um meio de ostentação ou de compensar as suas fragilidades e deficiências que optou por não reconhecer e tratar.

Isso seria menos problemático se não provocasse tantos males à sustentabilidade do planeta. São muitos os danos causados pela poluição do ar, do solo e da água que os carros geram desde a sua fabricação. As fábricas de carros e de autopeças geram poluição, os veículos em circulação poluem ainda mais e geram subprodutos, sem contar que o descarte de tudo que é relacionado aos carros continua a poluir por tempo indeterminado.

Os meios de transporte coletivo também poluem. Mas se calcularmos a quantidade de poluição que geram em relação a quantidade de indivíduos transportados, constataremos que o deslocamento utilizando meios coletivos é a única solução imediata para o problema. Pelo menos até recuperarmos hábitos saudáveis como caminhar e pedalar.

O alimento mais caro é a proteína animal


Para as família e para o planeta, por causa do gasto excessivo de água para sua produção, e dos danos ao meio ambiente e à saúde pública


Além de serem gastos 15415 (isso mesmo quinze mil quatrocentos e quinze) litros de água para produzir apenas 1 quilo de carne bovina, a pecuária ainda é responsável pelo desmatamento, poluição do ar, aquecimento global e efeito estufa. Sem contar que é o alimento que mais causa danos à saúde, como obesidade, alteraçãos no colesterol e doenças reumáticas. Com todos esses fatores negativos a proteína animal ainda é o íten mais desejado pelas famílias menos favorecidas no Brasil. Desejado, mas inacessível por causa do preço. Isso leva as famílias a consumirem carnes de qualidade duvidosa, industrializadas, com excesso de gordura e de sal e que provocam ainda mais danos a saúde.

É urgente que a sociedade busque alternativas através de uma educação alimentar contínua, desde a infância.
É necessário que seja debatido o custo-benefício do consumo excessivo de proteína animal para a sustentabilidade do planeta. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Como enfrentar o aquecimento global?


Déborah, estudante da Educação Básica em Macaíba/RN, Brasil, explicava pra nós em 2014, o que é possível fazer para enfrentar o aquecimento global.

Em todas as nossas aulas de geografia, quando essa aluna resolvia falar, sempre tinha algo inteligente e sensato pra dizer.

Gravamos esse depoimento depois de uma aula de campo no Sítio Araçá em Macaíba, onde é desenvolvido um trabalho de reflorestamento, recuperação da mata nativa, proteção dos mananciais e de reaproveitamento de materiais para construção de uma casa ecodidática.

Você é uma rocha rolada ou um tijolo?



Você é uma rocha que rolou da montanha, e no contato com outras quebrou suas arestas e ficou menos áspera, mas sem perder a firmeza? Ou é somente um tijolo que já “nasceu” pronto igual aos outros e que, por ser quadrado, não vai a lugar algum?

O meu aluno Gustavo Leite de 12 anos (6º ano da Educação Básica) sabe a resposta.

Como enfrentar o aquecimento global?

Andriele, estudante da Educação Básica em Macaíba/RN, Brasil, explicava pra nós em 2014, o que é possível fazer para enfrentar o aquecimento global.

Você já é alguém

Estudar pra ser alguém na vida, trabalhar pra ser alguém na vida, ter dinheiro pra ser alguém na vida. Cresci ouvindo essas frases. Curios...